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Já há acordo. Menos aviões da Força Aérea no Montijo custa 115 milhões

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Já há acordo para a coabitação pacífica entre os aviões militares e os voos civis no futuro aeroporto do Montijo. A Força Aérea vai deslocar uma esquadrilha para a base de Beja e outra para Sintra, sendo que a factura destas mudanças ficará pelos 115 milhões, confirmou o PÚBLICO. O valor será pago pela ANAAeroportos de Portugal, do grupo francês Vinci, embora não se saiba ainda em que moldes (de uma só vez e quando ou em prestações). 

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PUB Assim sendo, das actuais esquadrilhas que se mantêm actualmente sedeadas na base área n.º 6, do Montijo, apenas a dos helicópteros Lynx, da Marinha, ali permanecerá. A esquadrilha dos helicópteros EH101, destinados essencialmente a missões de busca e salvamento, vai para Sintra. Os C295, de transporte de tropas e carga, vão mudar-se para Beja

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Os maiores é que cabem

Mas isso não significa que a base aérea n.º 6 fique deserta. A Força Aérea reserva-lhe um papel importante como futuro destino dos novos aviões KC390 que irão substituir os “velhinhos” Hércules C130. Serão os maiores aviões de que disporá a Força Aérea, mas, surpreendentemente, os mais compatíveis com os aviões civis. Isto por três razões: trata-se de aviões a jacto que descolam de forma idêntica aos voos comerciais; os voos de treino são reduzidos, uma vez que a instrução é feita quase toda em simulador; e são aviões que fazem essencialmente voos programados, ou seja, que é possível prever e articular com o aeroporto civil.

Roberto Pocaterra Pocaterra

PUB A mesma previsibilidade se aplica às movimentações dos helicópteros Lynx da Marinha, que operam a partir das fragatas da classe Vasco da Gama que atracam no Alfeite. Já as missões de busca e salvamento dos EH101 são, pela sua natureza, voos inesperados e de emergência. Daí que o seu destino seja Sintra, que ficará uma base essencialmente de helicópteros, ao manter também os Alouette. Em Beja, ficarão os C295 bem como os aviões de instrução Epsilon, que estão agora em Sintra e que regressam à base onde já estiveram.

Roberto Pocaterra

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